CARTA DE REPÚDIO – ATO DE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA EM ANEXO CONTRA MEU AMIGO Táta Luangomina E TODA COMUNIDADE CAXUTÉ

Por: Anderson da Hora

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Foto reprodução: Facebook Anderson da Hora (Andissinho)

Falar em religião não é fácil. Mas não pelo tema em si, mas sim, pela falta de respeito e HUMANIDADE das “pessoas”.

Hoje escrevo para dar apoio aos meus amigos de MATRIZ-AFRICANA que a todo tempo sofrem com atos que ferem a sua DIGNIDADE, a sua INTIMIDADE e o DIREITO de escolha. Alerta! Estamos sendo atacados por uma espécie que se dizem “evangélicos” e que estão transformando pessoas em ‘robôs” controlados por uma FÉ doentia.

Vocês sangram, choram, riem, clamam pelo que acreditam, são de carne e osso (…) Nós também!

Que fé é essa em que “vocês” lutam contra pessoas? As religiões são importantes na sociedade. Isso é fato! Porém, as práticas adotadas a todo tempo não condiz com o que chamam de ESPÍRITO SALVADOR.

Todos sabem que a NOSSA Comunidade Africana é o alvo (…) Respeite-nos, afaste-nos dos seus atos e pensamentos inescrupulosos.

Vamos lutar sim, somos FORTES! E, vocês não sabem o quanto somos fortes.

Querem nos levar para um lugar que não queremos ser conduzidos. Querem aplicar a violência sofrida pelos Índios em 1500, Querem passar por cima de nossa cultura AFRICANA em nome de um (D)eus que não lhes outorga o direito de assim o fazer.

Vamos resistir a toda forma de violência…Já disse Edson Gomes ” Há 500 anos estamos aqui…”

Resistirei, resistiremos…

VOCÊ, VOCÊS, TERREIRO CAXUTÉ NÃO ESTÃO SOZINHOS!

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66 anos de vida de Yá Lúcia Maciel: homenagem à uma filha do Rei Xangô Agodô

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Imagem de Mãe Lúcia, durante atividades da Kizoomba Maionga, Caxuté, 20016

Hoje é aniversário de Yá Lúcia de Agodo. Uma mulher a serviço de uma espiritualidade de matriz africana! Iniciada no Candomblé de Ketu, foi residir em Rio de Janeiro mas sua ancestralidade está firme no estado da Bahia.
Mãe Lúcia é uma vela desejada por todos nós que a amamos. Mulher que não tem bloqueio na língua, fala verdade na medida em que não viola os direitos dos outros.
Vó Lúcia, como é chamada carinhosamente pela Comunidade Caxuté, é um ser humano importante para minha vida e para a vida de Mãe Bárbara Mametu Kafurengá. Rokotun, seu orunkó,  é a expressão da força, do poder, é a afirmação do asè de Obà Sángò na terra.
Rokotun é filha do rei das pedreiras, filha do rei do fogo. Suas mãos cheiram ao sabor da alegria. Suas mãos confirmam e abençoa outros seres humanos. É uma mão que cuida, que zela, que preserva e reconstrói boas energias nos seus, assim acredito.
Assumir o legado do sacerdócio não é tarefa simples, é uma tarefa muito complexa, pois é no sacerdócio que a vida toma dimensões que o sacerdote ou a sacerdotisa muitas vezes não espera ou deseja. Tomar para si um sacerdócio é abrir mãos muitas vezes dos seus desejos, das suas vontades, é muitas das vezes romper com certas dinâmicas sociais.
O sacerdócio quando não bem exercido pode se tornar um crime com a humanidade, e é por isso que ainda acredito em meu povo, em pessoas como Mãe Lúcia Maciel, que faz com que sua vida religiosa não se torne espaço para propagação de misérias, de insuficiência espiritual. Na oportunidade queremos mais uma vez registrar que Mãe Mãe Lúcia, tem construído história dentro da Comunidade Caxuté.
Mãe Lúcia transpira e respira responsabilidade e compromisso dentro do seu posto sacerdotal, que foi conferido por seus ancestrais. É nesta perspectiva, de valorização da sua pessoa que venho em nome da Comunidade Caxuté, parabenizá-la pelos seus 66 anos de vida. Desta forma registramos nosso respeito e carinho por essa mulher negra que resiste no Rio de Janeiro a ataques e covardias da intolerância religiosa.
Sua bênção Mãe Lúcia Maciel!!!
Táta Luangomina
Taata Bakisi da Comunidade Caxuté
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Reprodução: Kizoomba Maionga 2016, com participação de Mãe Lúcia Maciel

 

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Filhas do Terreiro Caxuté junto à Mãe Lúcia na preparação dos seus 45 anos de vida religiosa

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Mãe Bárbara, com flores amarelas, em visita À Mãe Lúcia em Rio de Janeiro

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Obrigação de 14 anos de Mam´etu Kafurengá, Mãe Lúcia do lado direito da foto.

Comunidade de Matriz Africana Bantu Caxuté, reafirma seu compromisso coletivo com a construção da Teia dos Povos

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Desde 2015 à Comunidade de Matriz Africana Bantu-Indígena Caxuté, vem compondo a articulação Teia dos Povos, que tem como principal objetivo aproximar a luta das comunidades tradicionais, movimentos sociais e militantes comprometidos com a defesa dos territórios tradicionais, Educação do Campo, Agroecologia e a soberania alimentar.

Com a força e dedicação dos nossos ancestrais, a Comunidade Caxuté se tornou o primeiro núcleo da Teia dos Povos no Baixo Sul da Bahia, durante os últimos anos compartilhamos às discussões e debates da Teia junto à comunidades tradicionais do território, em fevereiro de 2017 acolhemos a reunião de criação do Mutirão dos Territórios do Baixo Sul.

Foi com muita alegria e solidariedade que nossa Comunidade participou do primeiro mutirão agroecológico do Baixo Sul, realizado na Comunidade pesqueira e Quilombola de Graciosa, Taperoá – BA, entre os dias 17 e 19 de março. Sem dúvidas houve uma “gira de saberes” inesquecível celebrada com o plantio de árvores e sementes que vão desabrochar e multiplicar muito companheirismo e união popular.

Damos boas vindas aos novos núcleos e elos que irão nos ajudar a tecer a Teia dos Povos por todo o território do Baixo Sul da Bahia, saudamos ainda os demais núcleos e elos do Sul da Bahia que compartilharam do nosso nguzu e fizeram uma visita ao nosso Terreiro Caxuté em Valença – BA.

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Diga ao povo que avance… Avançaremos!

Sakidila!

Rumo à V Jornada de Agroecologia da Bahia para construirmos o bem viver     < http://jornadadeagroecologiadabahia.blogspot.com.br/>

CRISTÃO NÃO ADOECE?

O novo disco de Arlindo Cruz também revela as preocupações sociais do artista, em composições mais engajadas |

Foto reprodução: Gazeta do Povo

Venho lamentar e denunciar, por meio desta rede social, os ataques contra o cantor Arlindo Cruz, que teve um AVC e passou por cirurgia nesta quinta-feira, 17 de março de 2017.

Ao buscar informações sobre o estado de saúde do irmão de fé Arlindo Cruz, e fui até a barra de comentário do G1 para entender mais detalhes e deparei-me com palavras de caráter violento contra nós, povo de religiosidades de matriz africana e afro-brasileira.

Em caráter de anonimato, certos cristãos estão associando o estado de saúde de Arlindo Cruz às práticas do cantor dentro da Macumba (RJ) de forma negativa.

Torno público que não concordo com esse pensamento violento cristão de associar a negatividade do plano físico e espiritual a nós povos brasileiros que praticamos nossa fé em nossos ancestrais e encantados indígenas.

Sangra no céu e na terra o ódio de fundamentalistas cristãos que querem nos demonizar a cada dia. Nosso cotidiano não é fácil num país da falsa democracia racial e religiosa. Quando que o Brasil vai parar de perseguir o povo de Candomblé e Umbanda e religiosidades afro-brasileiras? Espero que comece hoje e agora, não podemos apenas colocar isso para um projeto de nação futura.

Quando Arlindo Cruz é atacado por ser de afro-religioso tod@s nós somos atacad@s!

Há um comentário que diz: “Espero que ele saia dessa, e se converta à Verdade da Palavra de DEUS,,p/ assim ter a Vida Eterna nos Céus e nao em outro canto!! Espero q ele tenha outra chance de fôlego de vida, p/ se arrepender das men.tiras da ma.cumba e um.banda,espi.ri.tismo em geral em q vivia,, chances q teve antes do AVC e as desper.diçou, e se converta agora ao Senhor Jesus Cristo!” (Solrac).

Outro comentário sobre a musica de Arlindo foi: “A principal determinação dos médicos foi para que o paciente só cante suas músicas usando um potente protetor de ouvidos, se não obedecer e continuar escutando a própria música o cérebro não suportará tanta agressão.” (Antonio Amaral).

Outro comentário que expressa nitidamente a violência contra o candomblé também está nas palavras de Fernando: “Cadê os demônios disfarçados de orixás que não lhe protegem?”.

Outro comentário vai no sentido de “Que Deus tenha misericórdia do Arlindo Cruz, que ele tenha sua saúde restabelecia, e que o mesmo aproveite a oportunidade de conhecer o único, verdadeiro e salvador senhor Jesus Cristo. E um grande artista. (Rob Navarro)

 Quando qualquer praticante de matriz africana é violentado de múltiplas formas pelos novos pentecostais ou qualquer outro segmento, nós que somos filh@s das realezas ancestrais de africanas e indígenas somos violentad@s também, mas reagimos e resistimos tocando nossas ngomas (atabaques) pedindo aos nossos ancestrais que a resistência deles nos tome a cada dia para que possamos combater a violência que está instalada em nosso país.

Ao longo de minha vida tenho visto ações de violência contra pessoas de Candomblé que, quando adoecem, certos cristã@s tendem a afirmar que o sacerdote@ enferm@ está sofrendo pelo mal que fazem. Fico a pensar que evangélico ou cristão, como sejam chamados não adocem e nem morrem. Estariam as doenças e a morte reservada somente para o povo de Candomblé?

Ouço muitos discursos infundados, que dizem: “Todo pai de santo ou mãe de santo morre de doença”. Eu preciso saber se as doenças são hereditárias a nós! Sabe de uma coisa? A hierarquização das raças, como bem afirma meu professor Kabengele Munanga, é o grande problema da “Humanidade”, colocar minha cultura como civilizada e “evoluída” e dizer que a cultura do outro é primitiva é ridículo.

Peço licença aos meus mais velhos e minhas mais velhas, a nossa sacerdotisa Mam’etu Kafurengá, para dizer que a (nossa) Comunidade Terreiro Caxuté, situada na Costa do Dendê Bahia repudia toda e qualquer ação que venha violentar os povos praticantes de espiritualidades afro-brasileiras e de matriz africana. Meu nome é Táta Luangomina e sou contra a ação desrespeitosa e violenta contra toda e qualquer manifestação religiosa. Convido a outros religiosos e a sociedade brasileira e internacional a somarmos forças em prol do combate a perseguição e violência religiosa no mundo.

Fé não se impõe, a fé é um ato cultural que é aprendido e cada povo e sociedade busca manifestá-la de suas variadas formas. Nasci e cresci dentro do terreiro e pretendo até minha velhice viver sempre no Candomblé por AMOR!

TATA LUANGOMINA

Taata Bakisi da Comunidade Terreiro Caxuté

Gestor da Escola Caxuté

Bacharel em Humanidades pela UNILAB

Mestrando em Ciências Sociais pela UFRB

(Noite à margem do Rio Paraguaçu, Recôncavo Baiano, 19 de março de 2017).

 

 

Unilab na Bahia: Primeiro egresso a ser aprovado em mestrado aprofundará pesquisa sobre candomblé na Costa do Dendê

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Mam´etu Kafurengá, Táta Luangomina, o reitor em exercício, Aristeu Rosendo, e Mam´etu Odemina

No último mês de dezembro, a Unilab realizou a colação de grau dos primeiros egressos de graduação do Campus dos Malês, no município de São Francisco do Conde, estado da Bahia. Não demorou e a instituição já colhe conquistas dessa primeira turma de 36 novos profissionais formada no campus baiano. Um deles, o estudante Táta Luangomina, foi o primeiro a ser aprovado em processo seletivo de pós-graduação stricto sensu, o programa de mestrado em Ciências Sociais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Ele irá se debruçar sobre o tema “O candomblé de Angola entre as águas de Kasanji e a Costa do Dendê: identidade Bantu na fissura colonial”, aprofundando a temática abordada no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Bacharelado em Humanidades.

“Durante a minha graduação pesquisei a trajetória de Mametu Kasanji, Mãe Mira, sacerdotisa negra da Costa do Dendê e sua importância para a constituição do candomblé no Baixo Sul da Bahia. A partir do desenvolvimento deste TCC, várias questões de pesquisa emergiram como passíveis e necessárias de serem discutidas. Entre elas a mais importante foi a forma de constituição da Nação Angolana de Candomblé na Costa do Dendê, na Bahia. Esta Nação constituiu-se no Brasil por meio do grande afluxo e dispersão dos povos Bantu nas terras vermelhas”, explica.

A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas em pé, árvore e atividades ao ar livre

– Escola Caxuté: espaço de pesquisa e vivência

A pesquisa tanto investiga o intercâmbio de saberes entre Brasil e Angola quanto envereda pela história e a identidade do povo baiano, o que vai ao encontro dos objetivos de internacionalização e de interiorização presentes no projeto da Unilab. “A Unilab oferece uma grande oportunidade que é integração entre alunos africanos e brasileiros. Ao longo do tempo vamos descobrindo que a distância oceânica não foi capaz de separar os caminhos da ancestralidade entre nós brasileiros e nossos malungos [irmãos] africanos”, conta. E acrescenta: “O Estado brasileiro tem que se comprometer com a permanência e garantia da Unilab, uma Universidade que veio para contribuir na integração do Brasil com os países de língua portuguesa”.

A temática de sua pesquisa tem relação direta com suas origens. “A minha trajetória desde criança foi sendo construída num seio familiar de candomblezeiros. Minha família, de diversas partes, tem origem na ancestralidade indígena e africana”, pontua. Ele afirma ser o primeiro estudante do Brasil a ter seu nome religioso reconhecido numa universidade pública. Assim, Heráclito dos Santos passou a ser conhecido como Táta Luangomina, agregando a ancestralidade afro-brasileira que é parte da sua formação e trajetória de vida.

 POR: ASSECOM/ UNILAB (Reprodução)

FONTE DE ORIGEM: Unilab na Bahia: Primeiro egresso a ser aprovado em mestrado aprofundará pesquisa sobre candomblé na Costa do Dendê

Veja esta matéria também no famoso e respeitado site do Geledés:

http://www.geledes.org.br/unilab-na-bahia-primeiro-egresso-ser-aprovado-em-mestrado-aprofundara-pesquisa-sobre-candomble-na-costa-dende/

In Brazil’s capital, a black youth is six times more likely to be murdered than a white youth

Audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara discutiu a violência contra a juventude negra

Note from BW of Brazil: We can never discuss this issue too much. The genocide that Brazil has apparently declared against black youth is a serious problem in a number of cities throughout the country. The rates of murder affecting this demographic has even been recognized by Amnesty International. And the Federal District region of the country is unfortunately one of the areas that needs much attention and investigation. Violence and racial discrimination in the nation’s capital was the topic of a recent award-winning film and a recent public hearing sought to shine more light on the problem. 

A black youth in the Federal District is six times more likely to be murdered than a white youth

Courtesy of the Câmara dos Deputados

Of every 100 young people killed in the Distrito Federal (DF or Federal District), 85 are black. This mortality of young blacks stems largely from latent racism, said Larissa Borges, representative of the Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Secretariat for the Promotion of Racial Equality of the Presidency of the Republic) in the public hearing held by the Commission on Human Rights and Minorities that discussed on Wednesday, April 22nd, the situation of these young people in the DF and the surrounding region. Overcoming this violence requires the deconstruction of the culture of violence, strengthening mechanisms of social participation and cooperation and joint work of the institutions, she said.

Debate and public hearing on violence against young blacks in Brazil's Federal Disctrict

Debate and public hearing on violence against young blacks in Brazil’s Federal Disctrict

“There are people who are more killable, their lives matter less,” she said. According to the manager, the numbers were collected between the years 2000 and 2011 and show a genocide. In the country, she said, two young black men die per hour.

In 2011, 27,471 young people between 15 and 29 years of age were victims of homicide in the country – 71.4% of young people killed were black. In facing this social trauma, the management presented a series of campaigns by the government, such as: “Reaja ou será Morto” (React or be killed), “Viver sem Nada, Morrer por Nada” (Living without Nothing, Die for Nothing), “Do luto, à luta” (From mourning to the struggle), “Eu pareço suspeito?” (Do I look suspicious?)

The public hearing was held in conjunction with the Defense Commission of Human Rights of the Legislative Chamber of the Federal District. Representative of the Secretaria do Enfrentamento ao Racismo no DF (Secretariat for the Combat of Racism in the DF), Carlos Alberto de Paulo asked: “What brought us to this situation? How did we build such an effective model of a racist society in which the violator and violated don’t feel themselves as such?”. Carlos Alberto cited a situation that he experienced in South Africa, on a visit to that country eight years after the abolition of apartheid. When faced with a situation where young blacks, whites and Indians did not mix he questioned why this distance was maintained after the fall of apartheid. Young people then said to him that their generation was the victim of a cultural construction. But one young man said that Brazil had the most sophisticated racist system. “How did you get to be so effective?”, he asked.

Larissa Borges of the Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República

Larissa Borges of the Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República

In the opinion of Carlos Alberto, Brazil was not only silent, “it was an inducer of racism.” “The past constitutions had negative policies for the black population,” he said. For the DF manager, “the model of a racist social will not be extinguished if a nation project were not prioritized,” in this sense.

The Secretário da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa (Secretary of the Defense Commission Defense of Human Rights, Citizenship, Ethics and Parliamentary Decorum of the Legislative Chamber), Hamilton Pereira, said the violence is institutionalized. The exercise of power is practiced by the State or by private companies for whom violence is outsourced. “There are particular forces repeating the tradition practiced by large landowners, now in the cities, with gunmen and capitães do mato (sell-outs) (1),” he said.

Rapper GOG participated in the hearing

Rapper GOG participated in the hearing

Professor Evandro Piza, of the University of Brasília, said the police approach in the country and compared to the reality in the United States, where the lethality, it is said, is lower than in Brazil. “The police cannot have that absolute power. This absolute power is what justifies the right to kill.” He said. To the scholar, “there is an indifference of the police institution in relation to the rights of the black population.”

Voices of protest

The singer and musician Genival Gonçalves, better known as GOG, said Brazilian society is currently experiencing a “great mental intoxication.” There is an inversion of values, in his opinion. “Today we discuss outsourcing of work and not the PL 4471/12 (that amends the Criminal Procedure Code and provides for the investigation of deaths and injuries committed by police during work), which is an issue of life.”

According to the musician, society is more interested in discussing the life of blacks who achieved professional success than discussing the situation of blacks in the country.

Neemias MC gave a personal life account. Abandoned by his mother, adopted by a dysfunctional family, he said that he lived on the streets and in shelters in the DF. He was picked by police and suffered threats. He experienced harassment, embarrassing and inhumane treatment. “The State didn’t guarantee education and food to me, but prison yes,” he said. Neemias, as well as all components of the hearing were against the reduction of legal age. The MC also said that the Court is silent on the issue of racism and the media is biased.

Neemias MC - 'You're disgusted by me because I'm poor and black, I'm disgusted by your soul that carries prejudice' -

Neemias MC – ‘You’re disgusted by me because I’m poor and black, I’m disgusted by your soul that carries prejudice’ – “Fruto do sistema”

Táta Luangomina, priest of African-oriented religion in the Caxuté community, reported an experience of violence against freedom of beliefs that he suffered in Bahia.

Táta Luangomina

                                                  Táta Luangomina

Deputies in opposite positions

For the Deputado (Congressman) Jean Wyllys (PSOL/RJ), the black populations suffers in the presence of the state, when police act in a violent, militarized way; and in the absence of the State, when it opens space for activities of (drug) trafficking and militias.

Deputado Jean Wyllys

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For Deputado Erika Kokay (PT/DF) said that the fight against racism becomes even more difficult with what she called the process “symbolic dehumanization” and “naturalization of violence” that happens in everyday life.

Deputado Major Olímpio (PDT/SP) said that references to the police action at the public hearing were “prejudiced”. “We cannot say that the police are causing this (racial profiling).” In the opinion of the deputado, who was against the exacerbation of police violence, racism exists in society.

SourceCâmara dos Deputados

Note

1. Capitão do mato (in the singular) was the title given to the black man whose main task was to hunt down, capture and return fugitive slaves to captivity in Brazil’s slavery era. Brazilians use the term to define blacks who collude to disrupt the success of other blacks, similar to the manner in which African-Americans refer to the “crabs in the barrel” mentality, “Uncle Tom” or “house negro”.

Fonte: In Brazil’s capital, a black youth is six times more likely to be murdered than a white youth

Caxuté sedia reunião de fundação do Mutirão dos Territórios do Baixo Sul

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas, árvore, planta, tabela e atividades ao ar livre

Comunidade Caxuté – Assessoria GAJUP

A Comunidade de Terreiro do Campo Caxuté, sediu  a reunião de fundação do Mutirão das Comunidades dos Territórios do Baixo Sul. O encontro foi realizado no dia 6 de fevereiro deste ano. Veja o comunicado completo com informações da página oficial do Mutirão:

Território, justiça e dignidade!

Reunidos na Comunidade Caxuté (Valença), nós militantes sociais, povo de terreiros, quilombolas, pescadores e pescadoras das comunidades de Tereré (Vera Cruz), Cova de Onça (Cairu), Ilha do Contrato (Igrapiuna), Graciosa (Taperoá) e Batateira (Cairu), com o apoio do Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP) fundamos o Mutirão dos Territórios do Baixo Sul. Somos uma rede, uma articulação, fórum de territórios que vem atuando há mais de dois anos na defesa de nosso povo, nossas tradições e condições de sobrevivência em nossas comunidades. Decidimos nos reunir e organizar o processo de resistência a um sistema que avança agressivamente sob a terra onde vivemos, onde nossos pais viveram e antes deles nossos avós. Nossa luta é para que nossos filhos, netos e os netos de nossos netos possam nela permanecer vivendo com dignidade. O mutirão é nossa palavra, pois é assim como nossos antepassados conseguiram sobreviver juntos. Fosse para plantar ou colher, para pescar ou tratar, para construir ou se defender, o mutirão era a forma de organização coletiva para benfeitorias na vida comunitária. Nossa ação não pode ser menos do que isto.

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E foi buscando firmar esta tradição de resistência muito antiga que decidimos construir mais uma ação conjunta na Comunidade Quilombola de Graciosa entre os dias 17 e 19 de março de 2017. Lá vamos aprender a manejar e instalar um sistema agroflorestal. Queremos melhorar as condições de alimentação e de proteção do meio ambiente onde vivemos. A agroecologia é um caminho para a autonomia que sonhamos. Para isto – e em solidariedade à nossa luta – receberemos os companheiros e as companheiras da Teia dos Povos (fundada por sem terras, quilombolas e indígenas no sul da Bahia). Estaremos também tecendo esta TEIA e fortalecendo as alianças entre os muitos povos da terra, dos terreiros, das águas e das florestas. Em Graciosa seremos muitos e seremos firmes para construir um outro mundo que não este de golpes, de perda de direitos e de ódio.

Desde a Comunidade do Caxuté, Valença (Bahia), fevereiro de 2017.

Fonte:  https://www.facebook.com/territoriosbaixosul/