66 anos de vida de Yá Lúcia Maciel: homenagem à uma filha do Rei Xangô Agodô

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Imagem de Mãe Lúcia, durante atividades da Kizoomba Maionga, Caxuté, 20016

Hoje é aniversário de Yá Lúcia de Agodo. Uma mulher a serviço de uma espiritualidade de matriz africana! Iniciada no Candomblé de Ketu, foi residir em Rio de Janeiro mas sua ancestralidade está firme no estado da Bahia.
Mãe Lúcia é uma vela desejada por todos nós que a amamos. Mulher que não tem bloqueio na língua, fala verdade na medida em que não viola os direitos dos outros.
Vó Lúcia, como é chamada carinhosamente pela Comunidade Caxuté, é um ser humano importante para minha vida e para a vida de Mãe Bárbara Mametu Kafurengá. Rokotun, seu orunkó,  é a expressão da força, do poder, é a afirmação do asè de Obà Sángò na terra.
Rokotun é filha do rei das pedreiras, filha do rei do fogo. Suas mãos cheiram ao sabor da alegria. Suas mãos confirmam e abençoa outros seres humanos. É uma mão que cuida, que zela, que preserva e reconstrói boas energias nos seus, assim acredito.
Assumir o legado do sacerdócio não é tarefa simples, é uma tarefa muito complexa, pois é no sacerdócio que a vida toma dimensões que o sacerdote ou a sacerdotisa muitas vezes não espera ou deseja. Tomar para si um sacerdócio é abrir mãos muitas vezes dos seus desejos, das suas vontades, é muitas das vezes romper com certas dinâmicas sociais.
O sacerdócio quando não bem exercido pode se tornar um crime com a humanidade, e é por isso que ainda acredito em meu povo, em pessoas como Mãe Lúcia Maciel, que faz com que sua vida religiosa não se torne espaço para propagação de misérias, de insuficiência espiritual. Na oportunidade queremos mais uma vez registrar que Mãe Mãe Lúcia, tem construído história dentro da Comunidade Caxuté.
Mãe Lúcia transpira e respira responsabilidade e compromisso dentro do seu posto sacerdotal, que foi conferido por seus ancestrais. É nesta perspectiva, de valorização da sua pessoa que venho em nome da Comunidade Caxuté, parabenizá-la pelos seus 66 anos de vida. Desta forma registramos nosso respeito e carinho por essa mulher negra que resiste no Rio de Janeiro a ataques e covardias da intolerância religiosa.
Sua bênção Mãe Lúcia Maciel!!!
Táta Luangomina
Taata Bakisi da Comunidade Caxuté
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Reprodução: Kizoomba Maionga 2016, com participação de Mãe Lúcia Maciel

 

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Filhas do Terreiro Caxuté junto à Mãe Lúcia na preparação dos seus 45 anos de vida religiosa

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Mãe Bárbara, com flores amarelas, em visita À Mãe Lúcia em Rio de Janeiro

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Obrigação de 14 anos de Mam´etu Kafurengá, Mãe Lúcia do lado direito da foto.

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