Caxuté sedia reunião de fundação do Mutirão dos Territórios do Baixo Sul

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas, árvore, planta, tabela e atividades ao ar livre

Comunidade Caxuté – Assessoria GAJUP

A Comunidade de Terreiro do Campo Caxuté, sediu  a reunião de fundação do Mutirão das Comunidades dos Territórios do Baixo Sul. O encontro foi realizado no dia 6 de fevereiro deste ano. Veja o comunicado completo com informações da página oficial do Mutirão:

Território, justiça e dignidade!

Reunidos na Comunidade Caxuté (Valença), nós militantes sociais, povo de terreiros, quilombolas, pescadores e pescadoras das comunidades de Tereré (Vera Cruz), Cova de Onça (Cairu), Ilha do Contrato (Igrapiuna), Graciosa (Taperoá) e Batateira (Cairu), com o apoio do Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP) fundamos o Mutirão dos Territórios do Baixo Sul. Somos uma rede, uma articulação, fórum de territórios que vem atuando há mais de dois anos na defesa de nosso povo, nossas tradições e condições de sobrevivência em nossas comunidades. Decidimos nos reunir e organizar o processo de resistência a um sistema que avança agressivamente sob a terra onde vivemos, onde nossos pais viveram e antes deles nossos avós. Nossa luta é para que nossos filhos, netos e os netos de nossos netos possam nela permanecer vivendo com dignidade. O mutirão é nossa palavra, pois é assim como nossos antepassados conseguiram sobreviver juntos. Fosse para plantar ou colher, para pescar ou tratar, para construir ou se defender, o mutirão era a forma de organização coletiva para benfeitorias na vida comunitária. Nossa ação não pode ser menos do que isto.

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E foi buscando firmar esta tradição de resistência muito antiga que decidimos construir mais uma ação conjunta na Comunidade Quilombola de Graciosa entre os dias 17 e 19 de março de 2017. Lá vamos aprender a manejar e instalar um sistema agroflorestal. Queremos melhorar as condições de alimentação e de proteção do meio ambiente onde vivemos. A agroecologia é um caminho para a autonomia que sonhamos. Para isto – e em solidariedade à nossa luta – receberemos os companheiros e as companheiras da Teia dos Povos (fundada por sem terras, quilombolas e indígenas no sul da Bahia). Estaremos também tecendo esta TEIA e fortalecendo as alianças entre os muitos povos da terra, dos terreiros, das águas e das florestas. Em Graciosa seremos muitos e seremos firmes para construir um outro mundo que não este de golpes, de perda de direitos e de ódio.

Desde a Comunidade do Caxuté, Valença (Bahia), fevereiro de 2017.

Fonte:  https://www.facebook.com/territoriosbaixosul/

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