Zuela de Paz

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Leitura da Carta Zuela pela Paz, durante a 1ª reunião de formação sacerdotal e organização dos terreiros do campo da raiz do Caxuté

 

Mpembele Tat´etu Lemba…

Nós, candomblezeir@s, camdomblecistas, angoleir@s, lutadoras e lutadores do povo comprometidos com a justiça social, liberdade de culto e o bem viver. Saudamos ao nkisi Lemba, mestre da luz, senhor do sol (muilo) e do sopro da vida (nguzu), pedindo para que este ciclo anual seja repleto de paz, prosperidade e união entre todos que compartilham o desejo de ver a humanidade livre da opressão, violência e todo tipo de injustiça que aflige aos menos favorecidos. Rogamos a Nzambi (força de equilíbrio do universo): não permita que o sistema que dissemina toda forma de preconceito, racismo, discriminação e extermínio, destrua a esperança do povo, nem a Mam´etu Utukilu (Mãe Natureza).

            Anunciamos que a Ancestralidade Bantu, sintonizada com as energias dos povos vermelhos desta terra, ecoará por cada canto do mundo fazendo com que os caminhos (Njila) do Caxuté (Nkasuté) a partir de cada kitungu (fundamento), Mbebe (obrigação), kunda (assentamento) e Jingorosi (rezas), fortaleça o mutuê (cabeça) e mukutu (corpo) de cada mona (filh@) para que possam partilhar nguzu (energia vital que constitui a vida) por todo universo.

            Que esse ciclo anual, venha cheio de amor e nos dê muki (força) para garantir nossa soberania alimentar através da makuria (comida), que a Agroecologia ajude a semear nossas “Jinsaba” (folhas) para cuidarmos da saúde de cada enfermo.

            A Comunidade de Terreiro do Campo Caxuté, se banha na menha de Lemba (água do ancestral da luz) para fortalecer os caminhos da nossa Nzo, fazendo com que os Mikisi, caboclos e encantados nos dê Ngangu (sabedoria) para trilharmos nossos trabalhos, projetos e militância. Nzambi permita que a cada dia ao nascer de muilo (sol), tenhamos mais coragem para manter o compromisso com nossos ancestrais que nos guiaram até aqui em atos de resistência, permitindo que Caxuté cultive e seja guardião da Ndanji (raiz) Bantu.

Moko iú Nzambi,

07 de janeiro, Comunidade Caxuté – Costa do Dendê – Bahia – Brasil

 

 

Anexo

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