O Instituto Pedra de Raio – Justiça Comunitária, participou nos dias de 05 à 07 de agosto de 2016 na Comunidade Terreiro Caxuté, em Valença Bahia da vivência Kizoomba Maionga.

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Público presente

Durante o evento, o Ogã de Oya do Terreito Ilê Axé Taoyà Logni, advogado, professor de direito UNEB, mestre em direito, membro da Rede Africanidades, Sérgio São Bernardo ministrou uma palestra sobre o seu livro Xângo e Têmis: estudos de filosofia, direito e racismo, onde pode compartilhar as suas análises sobre as influências da filosofia sobre a noção de justiça na perspectiva ocidentalizada européia, e na perspectiva das matrizes africanas.

O professor, Sérgio São Bernardo, na sua palestra confrontou os modelos de aplicação da justiça, a partir das necessidades e vivência da população negra brasileira, que tem uma formação identitária marcada pelas civilizações africanas (bantu, nagô, jeje), e vêm sofrendo violações de direitos pela sua origem étnica e racial, onde o seu modo de vida é criminalizado pelas instituições públicas, ao mesmo tempo em que, o Estado reconhece a diversidade étnica e racial na formação da sociedade brasileira.

O Instituto Pedra de Raio é uma organização de direitos humanos que trabalha com a advocacia popular, orientação jurídica, consultoria e assessoramento às instituições e para a população prioritariamente negra, jovem e mulheres, em condição de vulnerabilidade social. A popularização do conhecimento jurídico é uma das finalidades da instituição que também contribui para o empoderamento das comunidades quilombolas e de religiões de matriz africana, cujos saberes e fazeres tradicionais são os pilares da transmissão do conhecimento ancestral.

A III Vivência Internacional da Comunidade Caxuté (Projeto Viver Terreiro), durante a realização Kizoomba Maionga, em homenagem ao nkisi Kitembu, onde foi celebrado os 14 anos de sacerdócio de Mãe Bárbara de Lemba ye Kitembu, Mam´etu Kafurengá, a baluarte que conduz aquela comunidade, foi uma experiência de troca de saberes e de valorização da cultura de matriz africana, cuja dimensão territorial dos espaços sagrados de liturgia provoca em todos nós a necessidade de continuar resistindo às opressões e violações de direitos, e convivendo com a diversidade multicultural com o respeito e afirmação dos direitos já conquistados.

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Fonte: Instituto Pedra de Raio – Justiça Cidadã.

Via: https://www.facebook.com/saobernardo/posts/10208334695744002

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