Comunidade Caxuté recebe UFRB, IFBAIANO, UNEB, Teia dos Povos e o NRE em reunião preparatória da III Vivência Internacional – Kizoomba Maionga 2016

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A relação do ser humano com a natureza provoca questionamentos e reflexões importantes a respeito dos ritos sagrados. Como um Leri, segredo dos antigos. A curiosidade, a devoção e a crença transformam olhares e pensamentos. A Kizoomba Maionga, organizada pela Comunidade Caxuté, revela a força da relação entre os elementos da natureza e os ritos praticados no terreiro.

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Desejando promover a integração e a ética da coletividade, o Caxuté cria a comissão organizadora para realização da sua III Vivência Internacional, que acontecerá de 6 a 10 de agosto de 2016, a Kizoomba Maionga 2016 Valença/Costa do Dendê/BA.

Em 03 de junho de 2016, o Coletivo de Estudos e Pesquisa de Matriz Africana da Comunidade Caxuté, Koiaqui Sakumbi, promoveu a segunda reunião para a criação da Comissão Organizadora da III Vivência Internacional da Escola Caxuté, promovida pelo Nzo Kwa Nkisi Kasute ye Kitembu Mvila.

O Taata Luangomina, com a sua elegância, seriedade e competência de um grande líder, saudou as presenças da professora Ana Cristina Nascimento Givigi (Kiki), da UFRB, Universidade Federal do Recôncavo, a professora Scyla Costa Pimenta, do IFBAIANO, Instituto Federal Baiano, o estudante, Jamerson, da Comunidade de Graciosa, a professora, Rosa Lorenzo, Diretora da UNEB campus XV, Universidade Estadual da Bahia, o professor Francisco Nascimento, Coordenador Regional de Educação do NRE 6, professor Plínio Lourenço da Escola Caxuté, a professora Rose Vitória da Escola Caxuté, o Taata Sobode da Escola Caxuté.

Parcerias foram firmadas com a Teia dos Povos, UFRB, UNEB campus XV, Núcleo Regional de Educação (NRE 6) e com IFBAIANO campus Valença.

A grandeza da Kizoomba Maionga serve de referência para os humanos e para a nossa ancestralidade na produção do conhecimento das comunidades tradicionais de matriz africana Bantu. Tratar da educação, da política, da diáspora e da memória do nosso povo é tornar eclética a nossa relação de preservação dos saberes e fazeres, é nortear a nossa estratégia de fortalecimento identitário.

A Kizoomba Maionga é um exemplo de manutenção e relevância dos rituais nos terreiros, o que traduz a importância da inserção formalizada da pesquisa científica, do olhar atento da academia, do pluralismo popular e do reordenamento significativo do ato político, instaurando e ressignificando as competências múltiplas da humanidade, no zelo do seu patrimônio imaterial.

 Depoimentos de Participantes:

No pé da Gameleira sentindo sua energia e confraternizando, assim terminou o encontro de apresentação para a III Vivência Internacional da Comunidade Caxuté e penso que assim devo começar essa narrativa sobre essa tarde de sábado de troca e conhecimento, em que o Baixo Sul se fez mais próximo. A Gameleira com a sua altivez nos acolheu a todos em suas raízes, simbolizando a força do encontro. Sou nova em Valença e neste território de identidade, portanto foi com muita felicidade que fui representar o IFBaiano, campus Valença, abrindo possibilidades de parcerias entre as duas instituições, e um espaço de crescimento e amizade entre os que participaram dessa tarde. O encontro findou com uma confraternização: cesta de pipoca e coco, e a simpatia de Mãe Bárbara conduzindo o abraço nas raízes da Gameleira”. (Scyla Costa Pimenta – Professora do IFBAIANO).

Participar da reunião para a formação da Comissão que atuará na realização da Kizoomba Maionga, é motivo de orgulho, para mim, que sou educador e pertenço ao Terreiro do Caxuté. Saber que a vida me rodeia de conquistas e todos os avanços estão relacionados com o respeito aos elementos da natureza, com a simplicidade e grandeza do meu povo, e da minha ancestralidade, isso me eleva a condição de partícipe integral de cada ato sagrado! (Francisco Nascimento – Coordenador do NRE 6).

Eis que já começa o banho de folhas sagrado desde o momento em que o coração deseja ser curado, refrescado e ativado pelas ervas ancestrais… Foi assim que, dia 03 de junho, à beira da árvore sagrada de Kitembu, perto de suas raízes longas que se estendem àqueles que desejam aprender com o Tempo sentei-me, junto axs outrxs companheirxs, meus irmãxs e meus mais velhxs, para preparar cuidadosamente a ‘vivência”. Contudo, já estávamos vivendo, porque Tempo já começou o seu ofício eterno de dobrar-se, costurar, mudar milimetricamente os rumos das vidas, ensinar e ensinar… Preparávamos um tempo para outros –a III Vivência Internacional na Comunidade Caxuté- mas, certamente, a tessitura já havia começado porque o Tempo não nos espera para fazer seus milagres.  (Ana Givigi Kiki – UFRB Amargosa).

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