A Escola Caxuté participou de reunião do Fórum Estadual de Educação do Campo

A Escola Caxuté, representada pelo afroeducador Jefferson Duarte Brandão (Táta Sobodê), esteve presente durante a reunião do Fórum Estadual de Educação do Campo – FEEC/BA, a atividade aconteceu entre os dias 26 e 27 de fevereiro de 2016 no CEEP do Campo Milton Santos, localizado no Assentamento Terra Vista em Arataca-BA. Ao longo do evento foram debatidos temas como: o fechamento das escolas do campo, o apoio ao fortalecimento do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária – Pronera e os desafios para a ampliação do FEEC na Bahia.

A reunião ainda contou com a participação da Teia dos Povos, movimento que conta com a participação de organizações camponesas, comunidades de matriz africana, povos indígenas, dentre outros setores da luta em defesa da classe trabalhadora.

A Teia afirmou sua adesão ao FEEC e anunciou o projeto de educação dos povos que vem sendo construindo pela organização, defendendo a construção da escola dos Biomas (da mata, do cacau e do chocolate); Escola do arco e da flecha (alicerçada nos saberes indígenas); Escola do povo negro (do quilombo, do tambor e do terreiro); Escola das águas (d@s ribeirinh@s, pescador@s e marisqueir@s).

A Comunidade Caxuté a partir da Primeira Escola de Religião e Cultura de Matriz Africana do Baixo Sul da Bahia pautou o direito que os povos de terreiro têm em poder acessar uma educação contextualizada com a realidade de sua cosmovisão.

Nesse sentido o Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária) deve abrir espaço para acolher os Povos de Terreiro do Campo, pois, sua forma de trabalhar com a terra e se relacionar com os bens da natureza são o alicerce dos saberes cultivados ancestralmente por estas comunidades. Apesar da lei 10639/03 está vigente a mais de uma década no nosso país, percebemos a resistência que os espaços formais de educação têm em aplicá-la, é neste sentido que propomos uma pedagogia do terreiro, que dialogue com os saberes ancestrais e contribua de maneira contra – hegemônica para a descolonização dos nossos currículos da educação no Brasil e no mundo.

Diga ao povo que avance. E avançaremos!

Ngúzu!

 

 

(fotos: Terra Vista)

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